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Quase uma semana depois...

Pois é. Já vai quase uma semana depois do último post no treinador de bancada.
Um estágio de aperfeiçoamento das técnicas de bancada que teve lugar esta semana nas Caldas da Rainha impediu-nos de ir dando notícias do mundo vitoriano.

Muita coisa se passou nos últimos dias.

Para já apenas os destaques. Se entender oportuno, convenientes desenvolvimentos serão dados no decorrer da semana.

Não foi uma semana muito agradável para as cores verde e brancas.

Logo na quinta feira, a equipa de andebol deu-nos a primeira decepção. Uma vergonhosa derrota em Almada frente ao Ginásio do Sul por 29-25. Bem sei que o Ginásio tem uma bela equipa, bem sei que este ano em casa ainda só perderam com o F.C.Porto, mas também sei que esta equipa do Vitória vale bem mais do que o que está a mostrar e uma eliminação precoce na Taça da Liga é sem dúvida motivo para os responsáveis vitorianos darem um valente puxão de orelhas nos atletas e treinador.

No Sábado a equipa de juniores ( andebol) no mesmo pavilhão, frente ao mesmo adversário empatou a 17 bolas. E hoje no Antoine Velge frente ao S.L.Benfica, líder isolado da competição, também não conseguiu melhor que um empate a 21 bolas. Ficou-me na retina um jovem do Vitória, de seu nome Hugo Curto. Um nome a reter...
O Vitória decorridas 9 jornadas está no 6º posto, a 7 pontos do líder Benfica.

Em juvenis o Vitória recebeu e venceu o Alto do Moínho por 29-26.

Ainda no Sábado houve tempo para ver o Futsal e assistir a mais uma exibição de gala da equipa do Vitória na sua senda pela subida: 7-2 ao Tires e para a semana é o derby da cidade de Setúbal no Pavilhão da Bela Vista: União Futebol Comércio e Indústria- Vitória Futebol Clube. Vai de certeza ser picadinho.

No Domingo, mais uma daquelas proezas que só a doença chamada Vitória pode explicar, alvorada às 10 da matina, no dia que o Senhor reservou para a sorna até ao meio dia, para ir para o Bonfim. A manhã parecia fresca, mas de céu azul e sol radiante, mas num ápice, 20 minutos depois do apito inicial de Pedro Henriques ( grande exibição- Critério largo, deixa jogar por vezes, perto dos limites do violento, mas de critério uniforme. Arbitragem impecável do militar lisboeta), a chuva e o frio brindaram-nos com a sua presença e não mais se foram do Bonfim.

Nas bancadas, os milhares de sócios do Vitória que no Domingo de manhã se deslocaram ao Bonfim foram de uma generosidade tremenda, incentivando a sua equipa do primeiro ao último minuto, sendo que o período em que o Vitória mais precisou ( depois de se ver a perder por 1-0) foi precisamente o período em que os adeptos mais acarinharam e incentivaram os seus jogadores, tornando-se determinantes para a reviravolta que o Vitória viria a efectuar no marcador, não tendo contudo vindo a consumá-la de foma efectiva.
No camarote presidencial José Veiga fazia-se acompanhar da sua corte: Fernando Gomes, Alexandre Pinto da Costa, Manuel Damásio, Carlos Janela e muitos e muitos outros representantres do lixo do futebol português.
Emissários do Bordéus observaram, uma vez mais, o camaronês Meyong e ficaram ainda mais deliciados com as qualidades do avançado do Vitória.

Dentro de campo Zé Pedro e Sandro foram enormes, mas a classe, o brilho e a magia de Jorginho ofuscam tudo o resto. Exibição de gala do nº 10 do Vitória, que uma vez mais, para não variar, foi o melhor em campo, frente ao mais categorizado e mais sério oponente do Vitória à subida de divisão.
Uma partida para guardar no livrinho de memórias do avançado brasileiro, não pelo resultado alcançado, mas pela grandiosidade da sua exibição, adornada com 2 golos de belo efeito, que por pouco não deram 3 pontos à equipa do Vitória.

O jogo foi uma excelente partida de futebol. O Estoril, pelo que já tive oportunidade de ver este ano, é a melhor equipa deste campeonato, depois da do Vitória. Não veio a Setúbal para defender o resultado, apesar de o Vitória o ter obrigado a defender a maior parte do tempo. Possuidor de jogadores de qualidade e de grande velocidade a equipa de Ulisses Morais veio ao Bonfim, muito bem acompanhada por uma ruidosa falange de apoio, para discutir o resultado com o Vitória. O jogo foi rápido e emotivo, porque o Estoril na primeira oportunidade que teve marcou e o Vitória, manteve a tónica que o vem caracterizando: cria oportunidades mas não as concretiza, pois se assim fosse o resultado ao intervalo seria de 10-1 e não de 1-1. Jorginho de cabeça, na sequência de um canto empatou.

Na segunda parte o Vitória fez o que lhe competia e voltou a mandar no jogo, tendo nos dez minutos iniciais desperdiçado por Meyong 3 claras e flagrantes oportunidades de golo. Mas Meyong redimir-se-ia e depois de um lance genial em que ultrapassa dois adversários, consegue ainda servir para a entrada de Jorginho que em grande estilo virava o marcador e punha em delírio os 5 mil do Bonfim. Até final o sentido do jogo foi o mesmo, era o Vitória a equipa mais perigosa e mais ofensiva, contudo não quis o destino que fosse desta feita que o Vitória se aproximasse mais do Estoril e já em periodo de descontos o Estoril Praia viria a chegar ao empate num pontapé de canto, onde uma vez mais, Nuno Santos não está isento de culpas. Foi o balde de água fria na gélida manhã de Domingo e ainda assim no final os adeptos aplaudiram, porque o futebol jogado pelos pupilos de Carvalhal dá-nos garantias de em breve abandonarmos a Liga secundária do futebol português.

Em jeito de conclusão do filme da semana, só me resta dizer, que na passada Quinta Feira realizou-se o sorteio da 5ª eliminatória da Taça de Portugal e quis a Fortuna que o dia 17 de Dezembro fique registado como a primeira visita do Vitória Futebol Clube ao novo José de Alvalade. Depois do Vitória ter apadrinhado o último jogo no velhinho Zé de Alvalade com uns reconfortantes 4-3 favorável aos sadinos, é com alguma expectativa que na cidade de Bocage e Luisa Todi, se espera já ver o Vitória ser desta feita o protagonista da primeira eliminação do Sporting da Taça no seu novo recinto.
A malta não desanima.
Força Vitória
Spry

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