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Com a cabeça na SuperLiga

Após uma semana, vivida na ressaca da conquista de um lugar na SuperLiga 2004/2005, vivemos no Domingo um dia importante e simbólico para o Vitória de Setúbal.
Na verdade, o jogo contra o Feirense foi o último de uma época difícil, sofrida e angustiante para os que vivem e sentem de perto o Vitória Futebol Clube.

Os principais objectivos foram há uma semana atrás atingidos, e por isso, o jogo era de festa e de homenagem aos responsáveis pelo alcançar do tão ansiado desiderato.
No Bonfim o movimento começou faltavam ainda algumas horas para o apito inicial do árbitro. Setúbal e os adeptos do Vitória quiseram marcar presença e deram ao Bonfim um arzinho já de SuperLiga, com uma assistência que terá rondado as 12 mil pessoas.

O jogo foi fraco. Mas poucos, excepcionalmente, se queixaram. O dia era de comunhão vitoriana, era de alegria e quem foi ao futebol, pouco mais exigiu do que apenas a vitória.

O Vitória jogou com o onze habitual dos últimos jogos e teve de ser muito paciente e inteligente na forma como abordou a partida, de modo a poder conquistar os 3 pontos. O Feirense, também já com as contas arrumadas, pouco mais fez do que defender com onze e "sonhar" ser feliz. E não foi porque o Vitória não o permitiu. Como se impunha o Vitória pegou no jogo, mas a desinspiração de Meyong e da esmagadora maioria dos jogadores do Vitória não permitiram que o resultado tivesse sido mais dilatado.
As excepções na equipa do Vitória foram o capitão Hélio e Jorginho. Este, sempre que tocava na bola, empolgava as bancadas, fazia as delícias dos adeptos e lançava o pânico na defensiva dos comandados de Chaló.

Foi justamente, decorriam 15 minutos no segundo tempo, numa jogada entre Hélio e Jorginho que nasceu o primeiro e único golo do Vitória. Hélio, bem dentro do seu meio campo, vislumbra a desmarcação de Jorginho e com um passe monumental coloca-lhe a bola "en su sitio" e o brasileiro não o desaproveitou, desferindo um remate traiçoeiro, que levou o esférico a embater no poste e só depois a viajar para o fundo das malhas.
No Bonfim, os adeptos vibraram e quem sabe pela última vez, aplaudiram um golo do craque brasileiro.
Até final, foi gerir a vantagem e esperar pelo apito que punha ponto final, esperamos todos que para sempre, na participação do Vitória na liga secundária do futebol português.

O fim do jogo, que os sócios pretendiam que fosse de festa, soou mais a despedidas que a festa propriamente dita. Com efeito, os jogadores no final agradeceram ao público, tal e qual como nos outros jogos, acenaram e desceram aos balneários, para incredulidade de muitos que esperavam por algo mais nas bancadas do Bonfim.

Quanto a mim, depois dos festejos de Domingo e de toda a celebração, pouco mais haveria a festejar. Não nos podemos esquecer que o nosso clube se chama Vitória Futebol Clube e que conquistámos o 2º lugar na Liga de Honra. A semana passada celebrámos e festejámos de alívio e com o sentimento de que havia sido feita justiça, mas não podemos, nem devemos, em meu entender, vulgarizar e aumentar a dimensão do que foi conseguido, pois um clube como o VFC não pode constantemente andar a celebrar e a ter subidas de divisão como pretexto para festas.

Carlos Carvalhal provou que foi a escolha certa para devolver ao Vitória o seu lugar de direito. Poderia tê-lo feito mais cedo, pois tinha claramente o melhor plantel do campeonato, dirão alguns, poderia ter utilizado mais assídua e regularmente os jovens da cantera vitoriana, dirão outros.
O que importa é que no essencial correspondeu ao que lhe foi pedido e cumpriu o prometido e esse é o registo que fica para a história.
Saberá o Zé recompensá-lo pelo jeito que fez ao seu clube de coração? Em breve terão a resposta.

Em Setúbal espera-se a todo momento pelo nome do novo timoneiro da nau sadina e aguardam-se com impaciência os nomes dos craques que virão reforçar o plantel.

Espero que as escolhas se revelem as acertadas para honrarem e prestigiarem a camisola do clube, pois quando chegarem serão para mim os melhores do mundo.
Spry

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