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Sem patrocínios nas camisolas, sem Hugo Henrique, sem grandes soluções para financiar o que falta de época e com 2 ( eventualmente 3 ou 4) novos reforços, a equipa do Vitória enfrenta os últimos 15 jogos da Liga de Honra desde o 3º lugar da tabela classificativa, último a dar acesso à ambicionada SuperLiga.

No que resta de campeonato o Vitória mais do que lutar abnegadamente pela subida de divisão, vai lutar pela própria sobrevivência da Instituição VFC. Nunca como neste momento o fim esteve tão próximo. Os erros sucessivos das direcções do Vitória ao longo dos últimos 20 anos, a sucessiva má gestão dos responsáveis vitorianos conduziu o clube a uma situação crítica, cujo desenlace ainda estará por desvendar.

Escrevo estas linhas consciente de que a vitória do meu clube no próximo Domingo de manhã na Póvoa representará não só mais um obstáculo ultrapassado tendo em vista a promoção, mas também mais um balão de oxigénio que permita a esta Instituição quase centenária continuar a respirar e a poder olhar para o futuro com perspectivas.

Os que gostam do Vitória, e são muitos, já têm consciência disso, os outros os que se utilizam do Vitória para se promoverem, ainda continuam a lançar atoardas, suspeitas, a escrever e a dizer asneiras cujo único resultado visível é o nervosismo e a intranquilidade no seio do clube.

Apelo à serenidade e ao espírito vitoriano e setubalense para que nos unamos em torno do que consideramos sagrado e inalienável: a memória colectiva vitoriana e o suor e o esforço de todos os que ao longo de 93 anos de História permitiram que o emblema do Vitória Futebol Clube seja um dos mais respeitados do panorama desportivo nacional.
Spry

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