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E lá foram mais 3 pontos...



Novo jogo para o campeonato, nova derrota inconcebível. Tem sido esta a sina do Vitória de Zé Couceiro neste Janeiro aziago para as pretensões setubalenses, que não só adiaram o aproximar dos pontos necessários para a manutenção, como se "afundou" no oitavo lugar do campeonato.

Mais uma vez, a história repete-se: 10 minutos iniciais com 3 claríssimas oportunidades de golo esbanjadas, domínio sobre o adversário, controlo total das operações, sucessivos remates travados por Marco Aurélio. Ao intervalo 0-0.

O início do segundo tempo, teve os mesmos contornos e os mesmos protagonistas, desta feita Jorginho e Manuel José, de baliza aberta atiraram à barra e ao poste respectivamente. Aos 60 minutos o Belenenses, sem saber ler nem escrever, marcou acidentalmente por intermédio de Juninho Petrolina num remate traiçoeiro e via recompensada a cínica estratégia que Carvalhal preparara para este regresso ao Bonfim.
O Vitória veio para cima do Belenenses, substituiu os dois defesas laterais por dois homens de ataque ( Zé Rui e Bruno Moraes), mas a verdade é que foram poucas ou nenhumas as oportunidades flagrantes de golo, até ao minuto 85. A cinco minutos do final, Manuel José voltou a fazer estragos após a cobrança de um livre directo. Marco Aurélio bem se estirou mas a colocação e a velocidade da bola não deram hipóteses de defesa. O Vitória empatava e o Bonfim acordou e encheu-se de entusiasmo e de renovadas esperanças na vitória.
Porém, ao atingir o minuto 90, Cabral, num rápido lance de contra ataque, explorou a ausência do lateral direito vitoriano e matou o jogo oferecendo o golo a Marco Paulo, levando os 3 pontos das margens do Sado para a histórica e popular colectividade do Restelo.

Ainda digno de registo:

-Notório empenho e vontade de Jorginho em fazer as coisas bem, porém as coisas nem sempre lhe saiem como saíam. Numa altura em que tanto se especula sobre o seu futuro, a renovação com o Vitória ainda por estes dias, seria seguramente o garante de mais tranquilidade para todos.

- Infelicidade e frustração do desafortunado Meyong, que apesar dos mais de 50 golos já marcados pelo Vitória, ainda não conseguiu gerar a unanimidade entre os adeptos do Vitória. Noites como a de hoje, em parte, explicam-no.

- Não se compreende o que Zé Couceiro espera ainda ver do atacante do Benfica Zé Rui.

-Depois da sólida exibição em Viseu, não mereceria Paulo Ribeiro a titularidade na baliza do Vitória?

Mais uma vez, vivemos esta noite em Setúbal um filme de terror, onde as bolas teimam em não entrar na baliza adversária, quando se criam oportunidades de golo tão flagrantes que em condições normais seriam suficientes para golear e se acaba por perder mais três pontos, que nos deixa no 8º lugar do campeonato, a 7 pontos dos líderes e oito da linha de água.
Passada a maré de azar, mantendo-se o nível exibicional e este Vitória tem todas as condições para proporcionar ao país desportivo, uma segunda volta tão boa ou melhor do que a que hoje findou. A verdade é que se todos devemos estar satisfeitos por dobrar o campeonato com esta tranquilidade em relação à linha de água, a verdade é que em todos fica uma pontinha de frustração e decepção, pois somados os pontos que, por este ou aquele motivo, injustamente não somámos, a esta hora deveríamos ser líderes isolados do campeonato.
No próximo Sábado à tarde frente ao Penafiel no Bonfim temos já uma excelente oportunidade para concretizar estas ambições. Acreditar, manter os índices de confiança e concentração elevados são meio caminho andado, o resto a Fortuna do futebol encarregar-se-à de colocar no seu devido lugar.
Saudações Vitorianas
Spry

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