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Certo dia ao folhear os meus arquivos futebolísticos deparei-me com uma página dedicada ao Vitória de setúbal no jornal " A Bola", datado de 14 de Novembro de 1996.

A peça dava conta da demissão em bloco da Direcção, presidida por Justo Tomás, na noite anterior.
Os motivos de tal demissão ficam-se a dever, no entender dos demissionários, ao clima de suspeição lançado por um grupo de sócios, sobre a lisura de processos e de métodos utilizados na gestão do Vitória. Suspeição essa, que motivou a marcha atrás de uma entidade bancária na concessão de um empréstimo que permitiria à Direcção assegurar o bom funcionamento do clube e regularizar as dívidas prementes.

Este grupo de sócios, liderado por Jorge Goes ( esse mesmo), com Henrique Soudo, Mário Picoto Flores e outros a darem a cara, que no dia 14 de Novembro deram uma Conferencia de imprensa no Hotel Bonfim, onde acusaram a Direcção e nomeadamente a pessoa do seu Presidente Justo Tomás de prática de actos suspeitos e ilegais e de falta de honestidade e seriedade. Foram postas a circular pela cidade e pela imprensa insinuações de falsificações de actas, de folhas rasgadas das mesmas e inclusivé que a Direcção tinha vendido parte do património do clube aos próprios dirigentes.
" Tudo isto me cansou e desgastou. E como se diz na gíria popular, o último copo é aquele que embebeda", dizia Justo Tomás após a reunião. " Espero agora que esse grupo que encabeçou toda esta perturbação assuma a responsabilidade de gerir o clube"

E assim foi, depois de uma Assembleia Geral realizada no Fórum Municipal Luísa Todi, que ficará para sempre na História do clube, o tal grupo de sócios tomou conta do Vitória.

2 anos mais tarde Jorge Goes tornou-se Presidente do Vitória, cargo que exerceu durante 3 anos e meio tendo saído também pelo desgaste que lhe causavam as acusações de delapidação do património do clube e de negócios pouco claros.

Dá que pensar, lá isso dá.
Spry

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