Avançar para o conteúdo principal

Via Verde para o Jamor

O regresso da Taça de Portugal é sempre uma festa para os lados da cidade à beira Sado plantada.

Desta vez, não foi excepção. Depois da emocionante e sofrida visita a Lixa e desde que se soube que o Alverca era o próximo oponente do Vitória, gerou-se em Setúbal, um clima de grande euforia e optimismo relativamente a esta deslocação.
E no Domingo todas as expectativas, todos os bons augúrios e todas as fezadas que existiam em Setúbal sobre o desfecho final da partida foram confirmadas.

Numa deslocação que vai deixar saudades em Setúbal, a cidade foi a Alverca ver o seu Vitória passear classe e bom futebol e carimbar o passaporte para a eliminatória seguinte da Taça de Portugal.

Alverca foi verde e branca num Domingo que adivinhava chuva, mas essa só de golos falhados e na sua esmagadora maioria pela equipa de Carlos Carvalhal.

O Vitória, senhor de tradições na prova e um dos candidatos à Vitória final ( o seu passado e os anseios dos sócios assim o impõem), entrou no jogo e desde logo controlou e jogou a seu bel prazer. Com uma linha defensiva de grande categoria, com um Orestes imbatível, um Alcantara insuperável, um Auri intrasponível e um Rui André que cumpriu, o Vitória muito forte no meio campo com Sandro, Zé Pedro e Puma a realizarem exibições tremendas ao nível da exigência física tanto nas tarefas ofensivas como defensivas e com um ataque composto por Meyong, Jorginho e Pascal, não surpreendeu ninguém que a equipa mais forte, mais compacta, mais ofensiva, mais pressionante e mais esclarecida fosse a equipa do Vitória.

As oportunidades de golo na primeira parte para o Alverca praticamente não existiram, com Marco Tábuas a ter de se aplicar apenas num livre directo. Do outro lado, Zé Pedro, Meyong por várias vezes, Pascal e Jorginho, ameaçavam muitas vezes as redes de Bruno Fernandes, mas quase miraculosamente ao intervalo o resultado era de 0-0.

A segunda parte iniciou-se ao ritmo da primeira: o Vitória mandava e atacava. Depois de um falhanço incrível de Meyong que cabeceou para fora com o guarda redes já fora do lance, Jorginho de livre directo inaugurava o marcador e sentenciaria o jogo. Depois deste lance, apesar de tentar, o Alverca nunca foi capaz ( excepção feita ao último lance da partida, na qual Marco Almeida rematou com estrondo, na pequena área à barra da baliza de Marco Tábuas) de se acercar com perigo à área contrária. Muito por culpa dos defesas do Vitória, que ora pelo ar, ora pela chão não perdiam um único lance com os seus adversários e dos esforçados e incansáveis 3 homens do meio campo do Vitória. Sandro foi uma verdadeira formiga, implacável nas marcações, Zé Pedro foi um poço de força, pressionando, sempre, logo à saída da área ribatejana e Puma, um verdadeiro tractor que limpou tudo a preceito e não permitiu veleidades aos homens de José Couceiro.

Até final o Vitória continuou a jogar como quis, com lances de verdadeiro génio, protagonizados na sua maioria por Jorginho e Meyong, que levava os jogadores do Alverca a ficarem de cabeça perdida e cansada de tanto baile e a reagirem com faltas duras e a despropósito sobre os atletas vitorianos. Carlos Xistra que mostrou 8 cartões a homens do Alverca e um aos jogadores do Vitória, fez uma arbitragem excelente. E para quem viu o jogo a única dúvida é: como é que a equipa do Alverca conseguiu acabar o jogo só com 8 amarelos?

Uma Vitória indiscutível para o Vitória de Setúbal.

Houve Taça ontem em Alverca, mas o favorito ganhou!
Spry

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Para ti, Fábio

Independentemente das actualizações mais ou menos frequentes deste espaço de comunhão e exaltação vitoriana, a vida da mais carismática e acarinhada instituição setubalense não tem parado e as alegrias vão-se sucedendo com regularidade, apesar de algumas contrariedades e momentos menos bons. Quase 3 meses após as últimas eleições no Vitória Futebol Clube, a Direcção e SAD, numa iniciativa que se louva, retomaram o hábito da Direcção presidida por Jorge Goes, que a gerência de Chumbita Nunes esqueceu, e reuniram informalmente com os sócios do Clube no Fórum Luísa Tody, numa sessão de esclarecimento que contou com mais de 500 associados do Vitória. Nota muito positiva para a exposição feita por um funcionário recém contratado para a área financeira, que de uma forma clara, transparente e sucinta traçou o panorama das finanças do grupo Vitória, que infelizmente, tal como sabemos e ouvimos há já vários anos, continuam sem motivos para fazer sorrir os associados e dirigentes, apesar de ser ...

E lá vamos nós outra vez....

O Estádio do Bonfim, palco de tantas e tantas noites de glória verde e branca, viveu na passada Quinta - Feira, mais um episódio que perdurará por muitos e muitos anos na memória de todos os setubalenses e que será contado e transmitido, estou certo, a várias gerações futuras de vitorianos. O dia começou cinzentão e chuvoso em Setúbal. Durante largas horas e de forma copiosa, a chuva não parou de cair. Os céus abençoavam desta forma a cidade e o palco da segunda meia final da Taça, para aquele que muitos já consideram o jogo do ano. O cordão verde foi um sucesso, pleno de emoção e fervor vitoriano e constituiu sem sombra para qualquer dúvida o primeiro grande tónico e a primeira injecção suplementar de motivação para os jogadores de verde e branco trajados. Confesso que as páginas da História, que nos diziam que sempre que o Vitória vence a Taça de Portugal, a defende no ano seguinte no mesmo palco, me deram alguma tranquilidade para encarar com serenidade e muita confiança os dias que...

Vamos fazer a nossa parte!!!

Terminada a euforia da conquista do direito de defender a Taça, conquistada o ano passado no Estádio Nacional, no próximo dia 14 de Maio, a equipa profissional de futebol do Vitória, ciente, independentemente do orçamento, de ter cumprido a obrigação de se ter apurado para a final da Taça, não entrou em festejos desmedidos, arregaçou as mangas e preparou com entusiasmo e muito rigor, a recepção à aflita Naval 1º de Maio da Figueira da Foz, que gratas recordações nos costuma deixar. O resultado da seriedade e profissionalismo dos jogadores, dos novos métodos, estilo e concepção de jogo do treinador e da excelência do trabalho do preparador físico tiveram como consequência uma bela jornada de futebol vitoriano, ofensivo, alegre e rápido que teve como consequência 3-0 aos 20 minutos de jogo e um placard final de 4-1, meras 67 horas após a meia final de 120 minutos da passada Quinta-Feira. Os sócios voltaram a marcar presença em número razoável, mas ainda longe daquilo que há bem poucos an...