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Festa bonita

Foi num ambiente fantástico e com uma atmosfera repleta de fervor clubístico, que o Vitória de Setúbal, comemorou ontem os seus 93 anos de vida, num jantar realizado no Pavilhão Antoine Velge e que contou com a presença de mais de mil pessoas.

Uma cerimónia bonita e emotiva com homenagens muito justas e muito sentidas.

O jantar, decorreu em clima de festa sempre bem acompanhado pela banda da Perpétua Azeitonense, que abriu as "hostilidades" com o Hino do Vitória, datado de 1915 da autoria de Celestino Rosado Pinto e cuja partitura foi recentemente descoberta num baú.

Depois da entrega de alguns prémios dedicação atribuídos a funcionários, seccionistas, treinadores e jogadores ( Marco Tábuas, pela sua fidelidade ao clube, desde as camadas jovens que pertence ao Vitória), foram distinguidos os associados com 25 anos de inscrição ininterrupta como sócios do Vitória, com os respectivos emblemas de prata/Dedicação, um momento ansiado desde o dia em recebemos pela primeira vez o nosso cartão de sócio.

Gostei também de ver durante a entrega dos prémios Prestígio atribuídos, a intervenção desse grande senhor do jornalismo português e da vida vitoriana, fundador em 20 de Novembro de 1973 do Vitoria Futebol Clube of Toronto: João Lúcio, que num discurso emotivo evocou alguns dos momentos das suas epopeias vitorianas, como o fundar do VIII exército em 1943 ou as suas digressões em terras do Canadá.

Outro dos homenageados com o Prémio Prestígio, que gerou alguma polémica no seio da família vitoriana, foi o actual treinador do Porto, José Mourinho. É um vitoriano de há 40 anos, que esta época conquistou a Taça Uefa para o futebol português. Apesar da sua ausência ontem à noite, a leitura da carta que enviou foi um dos momentos altos da noite, dizendo que nada fez para merecer tal distinção, pois o Vitória já fez muito mais por ele, do que o inverso e concluiu desta maneira: "Chegará o dia em que, como treinador ou dirigente, regressarei a Setúbal. Regressarei ao Vitória, lutarei pela alegria de uma cidade e de um clube que vivo com emoção, que sempre será a minha casa, a casa da minha família."
Espero que apenas, como treinador, mas sinceramente espero por esse regresso.

Destaque ainda para a entrega do prémio de Equipa do Ano, para a equipa profissional de andebol do Vitória, brilhante e historicamente classificada no 3º lugar do campeonato profissional da época transacta. Pedro Carvalho, " o Russo", capitão de equipa recolheu um bonito troféu.

Carlos Sousa, Presidente da edilidade setubalense, levava um trunfo na manga ( a aprovação pelo Governo do contrato de reequilíbrio financeiro, que vai permitir à CMS um encaixe de vários milhões de contos e que vai permitir pagar o que deve ao Vitória, sendo este um dos dez maiores credores da autarquia), porém o apresentador do evento, o jornalista Carlos Lopes, estragou-lhe o discurso e estragou-lhe a intervenção bombástica, ao anunciar isso mesmo ao chamar para a sua intervenção o presidente Carlos Sousa.
Este meio atarantado, por tamanha indiscrição, lá referiu num discurso sem chama e com muito pouca convicção, que finalmente a edilidade preparava-se para saldar as suas dívidas para com o clube, e que o estádio Municipal vai ser uma realidade, estando o seu arranque dependente da luz verde governamental.

O prémio Revelação foi atribuído ao Professor Luís Monteiro, treinador da equipa profissional de andebol do Vitória.

O atleta do ano foi o recente campeão europeu sub-19 o guarda redes da equipa de futebol Paulo Ribeiro.

Destaque para uma das intervenções que mais lágrimas fizeram rolar na noite de ontem para um associado que completava 25 anos de sócio, que viajou propositadamente de santo Tirso, que descreveu o porquê de ser Vitória vivendo tão longe e recordou alguns dos momentos marcantes da sua vida de vitoriano. Explicou que quando perguntava aos amigos nortenhos, porque é que eram do Benfica e estes lhe respondiam que era por causa do Eusébio, ele orgulhosamente replicava que era do Vitória porque tinha o Jota Jota. Foi sem dúvida um dos momentos mais bonitos e emocionantes da noite de ontem.

Foram também distinguidos 16 associados com o emblema de ouro/Dedicação pelos 50 anos de sócio e foi ainda atribuído o prémio Carreira.
Outro dos momentos altos da noite. O prémio Carreira foi atribuído a um atleta com mais de 20 anos de Vitória, um exemplo de vitorianismo, um exemplo como profissional, um jogador exemplar, de eleição, um exemplo de dedicação clubística e de amor ao clube, o Prémio só podia ter sido atribuído ao "nosso" Capitão: Hélio. Uma justa e merecida distinção que fez levantar os sócios e aplaudir durante alguns minutos uma das maiores referências do Vitória da actualidade.

Chumbita Nunes, Presidente do Vitória, encerrou as "hostilidades" com um discurso apaziguador e sereno, apelando à união da massa associativa, indispensável para o Vitória enfrentar com sucesso as adversidades que se nos continuarão a deparar.

No final foi cortado o bolo, que para além de estar delicioso, era uma autêntica obra de arte, que evocava vários momentos de oiro da História do Vitória.

Foi bonita a festa.
Eu gostei.
Spry

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