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Mensagens

A mostrar mensagens de abril, 2004
Não deixa de me surpreender cada vez mais, a forma como o Vitória é analisado, debatido e criticado em certos meios da sociedade setubalense. Independentemente do partido, clube ou ideologia de cada um, e da legítima posição individual que cada um de nós tenhamos relativamente à promiscuidade, ao conluio e à pouca vergonha que são as relações entre autarquias e clubes e à forma cínica e hipócrita como os profissionais da política se aproveitam ou tentam aproveitar dos êxitos das equipas de futebol, não deixa de ser estranho, com tantas e tantas razões de queixa que os setubalenses têm, relativamente à pouca visibilidade e crescente diminuição de "peso" institucional da sua cidade no panorama nacional, que algumas pessoas , presumo que setubalenses, imbuídos de uma fúria e de uma raiva talvez parecida com a dos que no pós-Revolução ( com R), queriam aniquilar o clube, aproveitem boas notícias para o clube, e consequentemente também para a cidade, para dispararem com alarvi...

"A 180 minutos do nosso lugar"

Vitoriano nasceu para sofrer. Era esta a frase mais ouvida no passado Domingo, no final da partida que opôs o Vitória sadino ao Sporting serrano. Defrontavam-se no Bonfim o 3º e o último da classificação e uma vez mais a vitória aconteceu, não sem que a massa adepta tivesse de superar mais um valente susto. Com o mesmo onze dos últimos jogos, que tão boa conta tem dado do recado, o Vitória apostava tudo na vitória e na eventual subida, em caso de escorregadela do Varzim. Assim não quis o destino, adiando por uma? semana a subida de divisão e a tão esperada e ansiada festa da dedicada massa associativa do Vitória. O Vitória venceu, com uma exibição pouco vistosa mas eficaz e o Varzim também logrou alcançar os 3 pontos, deixando os adeptos vitorianos a suspirar durante mais 8 dias. A exibição da equipa vitoriana, ao contrário do que tem sucedido na maioria das vezes, não foi de encher o olho, não foi como a "Ópera" da semana passada, mas foi de garra, de sofrimento e...

Memórias

Pressionado por uns, desencorajado por outros, volto hoje a escrever neste blog que ajudei a fundar. Tenho sido um leitor assiduo, mas a falta de tempo e motivação têm sido maiores do que a vontade em aqui voltar a escrever. Mas quiçá, a imagem de um qualquer major a fumar o seu charuto por detrás da porta de um tribunal deste Portugal, foi o estimulo que precisava. O tema que vou focar hoje, para variar, é o VITÓRIA. Quando penso no meu VITÓRIA lembro-me logo de Jorge Gomes, brasileiro, se a memória não me falha foi o primeiro estrangeiro a jogar no Benfica, cabeleira farta e estilo de ponta de lança alto e espadaudo mas moreno, por outras palavras posso descreve-lo como um cepo, que posteriormente viria a jogar no SC Braga. Muitos estarão agora a opinar sobre a minha sanidade mental, que diga-se em abono da verdade já ter passado por melhores dias, mas poucos saberão que o primeiro jogo que tive a honra de assistir no belissimo e afamado Estádio do Bonfim, foi um inesquecível VITÓ...

Tarde de gala

Passo de gigante na caminhada para a tão ambicionada SuperLiga, foi o dado na tarde de ontem, em Matosinhos, frente ao Salgueiros. O Vitória fez uma das melhores exibições da época e esmagou o Salgueiros com uns expressivos 4-0. Respira saúde este Vitória em final de época. Depois do abanão psicológico, causado com a derrota caseira com o Aves, a equipa de Carlos Carvalhal responde com 3 vitórias consecutivas, categóricas e indiscutíveis. Coincidência, ou talvez não, este excelente momento da equipa coincide com o regresso de Hélio à titularidade, cujos números dão que pensar: 11 golos marcados e 2 sofridos! Na tarde primaveril do Estádio do Mar, o Vitória cedo revelou as suas intenções, acercando-se sempre com perigo junto da baliza salgueirista, fruto de venenosos contra ataques quase sempre dos pés de Jorginho. Roberto Tigrão, guarda redes vitoriano, teve uma tarde descansada, e sempre que foi necessário, correspondeu com segurança e acerto. Esteve sempre bem resguardado po...

E muita coisa se decidiu...

Na verdade o fim de semana de decisões trouxe algumas novidades muito interessantes na vida desportiva do clube mais emblemático da cidade de Setúbal. O Sábado vitoriano teve momentos antagónicos: se um por lado a desilusão e algumas lágrimas de tristeza e decepção se fizeram notar em Alcochete após a derrota dos juniores do Vitória frente ao Sporting (2-1, Zequinha), sensivelmente à mesma hora em Setúbal no Antoine Velge viviam-se momentos de euforia e de muita festa e alegria dos adeptos vitorianos. A equipa de Futsal acabara de arrebatar o segundo lugar ao Marinhais, vencendo difícil e brilhantemente por 3-2, conquistando assim o acesso à liguilha, com os 2ºs da Zona Norte e Centro, que apurará uma equipa para subir ao escalão secundário do futsal nacional. Em Fafe, também no Sábado, os comandados de Luís Monteiro, não foram além de um empate, conquistado com muito suor e sofrimento, depois de recuperar de uma desvantagem ao início da 2ª parte de 5 golos. Destaques individuais ...

Fim de semana de decisões

Adivinha-se um fim de semana de grande efevescência para as cores do Vitória setubalense. Em futebol os juniores do Vitória deslocar-se-ão amanhã, pelas 16h00, à Academia de Alcochete, para defrontar os juniores do Sporting Clube de Portugal numa partida que vai decidir qual dos dois clubes segue em frente para a final four que apurará o campeão nacional. O Vitória em igualdade pontal com o Sporting precisa de vencer o jogo, já que o goal-average favorece a turma leonina. Para isso o treinador José Mota poderá contar com o contributo do ponta de lança Bruno Gonçalves, dispensado dos trabalhos do seniores, para poder dar uma ajuda à sua equipa de juniores. Invasão vitoriana em terras de Alcochete esperada. O apuramento vai ser conseguido. À mesma hora, mas em Setúbal, no Pavilhão Antoine Velge a equipa de futsal do Vitória( 3º lugar) defronta o Marinhais ( 2º lugar), em jogo a contar para o campeonato nacional da III divisão, última jornada. É o jogo do ano para a equipa do Vit...

Deviam ser todos assim

Confesso que já tinha saudades de chegar ao quarto de hora final de um jogo do Vitória com a sensação que vivi no passado Sábado, no Bonfim, ao assistir ao VFC/SAD-F.C Felgueiras. Na verdade, esta, difícil, caminhada para a Super Liga, tem sido verdadeiramente imprópria para cardíacos. Com os jogos a serem apenas decididos nos momentos finais e com resultados, quase sempre, apenas com um golo de diferença, foi verdadeiramente delicioso disfrutar, descontraídamente, do futebol criativo, mágico e envolvente praticado na segunda metade da 2ª parte, pela equipa do Vitória. O Vitória chegava ao intervalo com a magra vantagem de 1-0 e sabia, antecipadamente, que a vitória valia o regresso aos três da frente. O nervoso miudinho terá, momentaneamente, feito mossa nalguns elementos e numa das jogadas iniciais do segundo tempo, o Felgueiras empatava o jogo, num lance com culpas directas, para a defensiva vitoriana. Tigrão, volta a estar infeliz. Pouco passava do quarto de hora e já Alber...

Os jogadores do Vitória, ontem na Amoreira

Roberto Tigrão - Depois das críticas, após o último Vitória-Aves, onde é responsável directo pela derrota, o "portero" brasileiro, fez das tripas coração e arrancou uma exibição de grande categoria, com muito arrojo e defesas verdadeiramente fantásticas. Costa - Uma das surpresas de Carlos Carvalhal para esta partida. um dos menos utilizados do plantel sadino, Costa jogou a defesa direito e deparou-se durante toda a partida com os irrequietos Fellahi e Carlitos. Estes não concretizaram os seus intentos o que só por si reflecte a exibição de Costa. Como no melhor pano cai a nódoa, fica directamente ligado ao golo estorilista, ao ser incapaz, juntamente com Auri, de despejar a bola, permitindo o tento de Hugo Santos. Auri - exibição segura e sólida, não fora a ingenuidade ou displicência no lance do golo do Estoril e teria nota máxima. Orestes - Impecável nos lances aéreos, nunca permitiu veleidades aos avançados canarinhos. Bruno Ribeiro - Exibição serena, confia...

E diziam que não vinham...?

Depois de 2 derrotas, ainda mal digeridas pelos atletas, técnicos, dirigentes e sócios do clube, o Vitória de Setúbal de Carlos Carvalhal, apresentou-se hoje, no António Coimbra da Mota, na Amoreira/Estoril, com o único objectivo de vencer o líder incontestado da prova. Era um jogo de tudo ou nada, para o emblema setubalense. Os três pontos, hoje significavam muito. Os jogadores sabiam-no, e depois de um mini estágio de 4 dias afastados da cidade Mãe, estavam dispostos a tudo para poderem repor a honra e o orgulho feridos há uma semana e vencer a formação canarinha. Até deixar a pele em campo, se necessário fosse. O Estoril, com o passaporte praticamente carimbado, entrou no jogo algo expectante, tal como a equipa do Vitória, tornando os primeiros 25 minutos algo sensaborões. Mas o que os artistas nos reservaram a partir de aí, justificou, sobremaneira, a ida à Amoreira. Numa tarde de sol fantástica e com estádio cheio, a última hora de futebol foi manjar de primeira Liga, desde ...

Uma família de vitorianos

Não podia deixar passar em claro o texto do meu amigo João. É um vitoriano, de uma família vitoriana e que neste momento de grande ansiedade vitoriana, me fez recordar, sorrir e lacrimejar. É sem dúvida uma justa e sincera homenagem, a esse grande vitoriano que foi o "Lhulha", com quem eu, algumas vezes, aprendi a sentir o ambiente e as especificidades dos denominados "sócios dos cativos". Ser Vitória não se explica, sente-se. E o "Adepto do Vitória " ajuda a perceber a cepa de que somos feitos. Spry

Tormenta assola Bonfim

Domingo, 28 de Março de 2004------16h50. Como estavam sorridentes os vitorianos. O dia estava a correr bem para a família vitoriana. Nas bancadas do Bonfim ao intervalo, de uma tarde fresquinha, mas, de quando em vez, solarenga, os adeptos irradiavam confiança, fervor clubístico e entusiamados com o futuro próximo da equipa vitoriana. Os 7-0 dos juniores ao Portimonense eram o assunto mais comentado na bancada do sol, a derrota do Varzim frente ao Feirense e o golo de Jorginho colocavam o Vitória na segunda posição da Liga de Honra. Domingo, 28 de Março de 2004---------17h50 Depois de 45 minutos à chuva, dezenas de associados, ainda atordoados com a enormidade da tormenta a que se haviam submetido na hora anterior, concentraram-se junto à porta principal do estádio, entoando cânticos de revolta e de dor contra dirigentes, técnicos e atletas do clube. " Vergonha" e " chulos" foram as palavras mais ouvidas. Domingo, 4 de Abril de 2004 Estádio António Co...