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Deviam ser todos assim

Confesso que já tinha saudades de chegar ao quarto de hora final de um jogo do Vitória com a sensação que vivi no passado Sábado, no Bonfim, ao assistir ao VFC/SAD-F.C Felgueiras.
Na verdade, esta, difícil, caminhada para a Super Liga, tem sido verdadeiramente imprópria para cardíacos. Com os jogos a serem apenas decididos nos momentos finais e com resultados, quase sempre, apenas com um golo de diferença, foi verdadeiramente delicioso disfrutar, descontraídamente, do futebol criativo, mágico e envolvente praticado na segunda metade da 2ª parte, pela equipa do Vitória.

O Vitória chegava ao intervalo com a magra vantagem de 1-0 e sabia, antecipadamente, que a vitória valia o regresso aos três da frente. O nervoso miudinho terá, momentaneamente, feito mossa nalguns elementos e numa das jogadas iniciais do segundo tempo, o Felgueiras empatava o jogo, num lance com culpas directas, para a defensiva vitoriana. Tigrão, volta a estar infeliz.

Pouco passava do quarto de hora e já Albert Meyong voltava a devolver os sorrisos aos martirizados adeptos vitorianos, com um golo de belo efeito, dizendo sim com a cabeça a um passe, também de cabeça, de Orestes, apontando o segundo do Vitória e o segundo na sua conta pessoal.

O Felgueiras, a jogar com dez, após correcta expulsão de Marafona ao minuto 58, a partir de então, viu-se, literalmente devorado pelo futebol categorizado, objectivo e geométrico deste Vitória de Carlos Carvalhal, com Hélio de batuta na mão, a dar lições de bem jogar a miúdos e graúdos.

A classe individual dos jogadores do Vitória veio ao de cima. Jorginho volta novamente a dar cartas e constrói maravilhosas jogadas, de precioso recorte técnico, que só não deram em golo por infortúnio dos avançados vitorianos. Numa dessas jogadas, Hélio faz uma fantástica abertura para Jorginho inventar o golo que ofereceu a Meyong, fazendo assim, pela terceira vez esta época, o mítico Hat-trick.

Auri, de cabeça, faz o 4-1, na sequência de pontapé de canto e Jorginho desfere a estocada final, numa magnífica jogada individual que culmina no 5-1 derradeiro.

Diamantino Miranda, técnico do Felgueiras, volta a não ser feliz nesta, felizmente breve, passagem pelo Bonfim.
Carlos Carvalhal, responde com coragem e cultura táctica aos seus detractores e "espeta" 5 na equipa com a segunda defesa menos batida do campeonato.

O público, os adeptos, sócios e toda a afición vitoriana respirarão seguramente melhor durante a semana e vai valer a pena ir a Matosinhos no próximo Domingo e testemunhar o mar de gente, de verde e branco trajada, que vai invadir as ruas do edil N. Miranda.

Sol, vinho, sardinhas, cerveja, Vitória, futebol-espectáculo e muito boa disposição vão constar do menu do próximo Domingo. Vale a pena!
Spry

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