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Tormenta assola Bonfim

Domingo, 28 de Março de 2004------16h50.

Como estavam sorridentes os vitorianos. O dia estava a correr bem para a família vitoriana. Nas bancadas do Bonfim ao intervalo, de uma tarde fresquinha, mas, de quando em vez, solarenga, os adeptos irradiavam confiança, fervor clubístico e entusiamados com o futuro próximo da equipa vitoriana. Os 7-0 dos juniores ao Portimonense eram o assunto mais comentado na bancada do sol, a derrota do Varzim frente ao Feirense e o golo de Jorginho colocavam o Vitória na segunda posição da Liga de Honra.

Domingo, 28 de Março de 2004---------17h50

Depois de 45 minutos à chuva, dezenas de associados, ainda atordoados com a enormidade da tormenta a que se haviam submetido na hora anterior, concentraram-se junto à porta principal do estádio, entoando cânticos de revolta e de dor contra dirigentes, técnicos e atletas do clube. " Vergonha" e " chulos" foram as palavras mais ouvidas.

Domingo, 4 de Abril de 2004
Estádio António Coimbra da Mota


Milhar e meio de vitorianos fazem-se à estrada e pintam de verde e branco os caminhos para o Estoril.
Carlos Carvalhal dá um baile de táctica a Ulisses Morais e o Vitória vence confortavelmente a partida. O Vitória volta a assumir o papel de principal candidato à subida. O Director Desportivo do clube aceita convite para trabalhar em Londres numa agência. A cidade e os sócios que disseram deixar de acreditar, voltam a acender as lamparinas. Fé e Esperança voltarão a fazer parte do léxico de todos os vitorianos.
Os que acreditam sempre no seu emblema, os que nunca se deixam derrotar antecipadamente, os que na verdade fazem juz à condição de Vitorianos, vão ao Estoril, ajudar a tornar possível que as velinhas se voltem a reacender no seio dos corações verde e brancos.
Como sei que são muitos, a enchente vai ser de arrepiar.
Spry

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