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Ambição, querer, confiança e serenidade adivinham-se neste olhar de José Couceiro.
Todos estes atributos se fazem notar neste Vitória de Couceiro, todos estes atributos foram fundamentais para vencer o Nacional no passado Sábado.



Esta equipa respira saúde e a exibição contra o 4º da época passada, é certo que sem o fulgor então apresentado, com uma exibição categórica e um triunfo indiscutível que permite ao Vitória isolar-se no 3º posto, colado aos da frente, são disso a prova cabal.



José Couceiro regressou ao esquema que tem utilizado ao longo da época, cuja excepção foi a recente visita ao Estádio da Luz, e que muitas alegrias tem dado aos adeptos e à cidade.
O Vitória entrou na partida destemido e determinado a marcar golos, a jogar no meio campo adversário e a remeter os alvi-negros à defesa. Porém este espírito temerário e ambicioso, nunca se converteu, pelo menos para os atletas, em desespero, falta de lucidez e serenidade com o avançar do relógio e com o festival de golos falhados. Na verdade as sucessivas deambulações e incursões atacantes quer de Sandro ( o verdadeiro pilar e motor da equipa), Jorginho, Manuel José ou Meyong geralmente terminavam com claríssimas ocasiões de golo ora defendidas por Hilário, ora escandalosamente desperdiçadas pelo camaronês Meyong, particularmente infeliz nesta tarde de Sábado. Até a barra foi violentamente alvejada por uma bola magnificamente pontapeada pelo brasileiro Éder a uns bons 30 metros da baliza.


O público vitoriano está deliciado com a campanha da sua equipa e com as exibições que esta tem produzido. E deliciado chegou, apesar do nulo ao intervalo com o futebol, a atitude e categoria apresentadas.
Iniciada a segunda parte a tónica manteve-se e perante a incapacidade e inoperancia nacionalistas não teve o Vitória outra alternativa que não a busca incessante pela triunfo até final. Incessante, mas de forma muito paciente, serena e inteligente, nunca se enervando, nunca esmorecendo, nunca deixando de acreditar. Mesmo quando o público perdeu a paciência por um lado com a má exibição de Zé Rui e com a falta de pontaria e sobretudo, por que não dizê-lo, com a apatia de Meyong, mesmo nesses momentos a equipa respondeu com tranquilidade e José Couceiro, ainda que, em minha opinião, tarde mexeu e bem na equipa substituindo estes dois jogadores pelos dois que foram responsáveis pela jogada do golo vitorioso, Igor e Bruno Moraes.



Revelando toda a sua classe e talento, o jovem que a Juventus e o Milan perderam para o Porto de Mourinho, construiu o golo que deu o triunfo ao Vitória. Rapidíssimo, desembaraçou-se de forma espectacular de dois defesas que se lhe depararam, foi feliz no ressalto e centrou de pé esquerdo, com conta peso e medida para o coração da área onde o recém entrado Igor apareceu e de primeira fuzilou a baliza de Hilário para gáudio dos 5 mil presentes no Bonfim.
O ultimo quarto de hora da partida foi deveras alucinante.
Confrontados com a dura realidade os nacionalistas lançaram-se deseperadamente e de forma muito pouco esclarecida para o ataque e com isso abriram inúmeros espaços que os criativos do Vitória aproveitavam para desferir contra-ataques mirabolantes que só não dilataram o marcador por manifesta infelicidade dos avançados do Vitória.
Marco Tábuas chegou para as encomendas da Madeira e permitiu ao Vitória somar mais três pontos importantes para a rápida obtenção dos pontos necessários para a manutenção entre os maiores do nosso futebol.
Nas vésperas do aniversário do VFC, pelo até aqui alcançado estão todos de Parabéns.
Viva o Vitória
Spry

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