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O aniversário era do Vitória mas a "prenda" ficou em Barcelos!



Foram precisas 11 jornadas, para assistirmos ao primeiro escândalo de arbitragem em jogos do Vitória. Motivada pela nossa excelente classificação, pelo facto de podermos alcançar de novo o 1º lugar, ou simplesmente por manifesto azar e infelicidade do árbitro e sobretudo dos seus assistentes, transformou-se, no passado Domingo em Barcelos, um resultado favorável de 2-1 para o Vitória, numa derrota por 2-1.

Foi frustrante porque apesar da excelente prestação da formação gilista o Vitória em nada foi inferior. É certo que a exibição do Vitória não teve a chama de outras tardes, fundamentalmente pela desispiração de 3 dos principais elementos de José Couceiro ( Jorginho, Zé Rui e Meyong), mas também é verdade que o Vitória realizou uma exibição agradável, de futebol bem delineado, com a equipa a apresentar índices de confiança e de serenidade bastante elevados e que, pese embora a desinspiração anormal dos homens da frente até chegou/ava para ganhar o jogo, se a equipa de arbitragem tivesse desempenhado bem o seu trabalho. Assim não aconteceu e o grande prejudicado foi o Vitória que se viu impedido de, em plenas comemorações de aniversário, assumir novamente a liderança da SuperLiga.

Destaques da tarde em Barcelos:


-Exibição soberba de Manuel José - Incansável no ataque, abnegado e inultrapassável na defesa e ainda marcou de livre directo com a classe e a subtileza a que já nos habituou


-O melhor jogo de Veríssimo ao serviço do Vitória - Uma exibição muito segura de grande categoria. Foi o pilar da defesa sadina.

- Incompreensível insistência de Zé Couceiro em dar horas de jogo a Zé Rui, extremo esquerdo ex-Alverca, contratualmente ligado ao Benfica. As exibições trapalhonas, carecidas de visão de jogo, capacidade táctica e espírito de sacrifício, fazem perguntar se este jovem, que prometeu bastante na pré-época, tem contrato para ser titular? Se juntarmos a tudo isto as insistentes e repetidas vezes em que o lemos ou ouvimos dizer que quer ir para o Benfica, apetece mesmo dizer: e já não deveria ter ido...?

- Incompreensível insistência de José Couceiro em, apesar de todas as qualidades de Meyong e de tudo o que tem feito, não apostar em Bruno Moraes que é clara, notória e francamente melhor jogador do que o ponta de lança camaronês.

- Num momento em que no seio das claques do Vitória (VIII Exército e Ultras Furacões Sadinos) se estuda a possibilidade de fusão, foi curioso e caracterizador da verdadeira força do Vitória, constatar que eram muitos, muitos mais os adeptos vitorianos que não eram de nenhuma das claques, do que a soma dos elementos destas.
É a esta massa de vitorianos anónimos desorganizadamente organizados que um dia João Lúcio baptizou de VIII Exército, é este movimento ímpar em Portugal que faz do Vitória o único clube do país que tem 500 elementos não afectos a nenhuma claque organizada a percorrerem num só dia quase 1000 Km atrás de um emblema.

Em final de programa das comemorações sadinas, no próxima Segunda Feira dia 29, o Bonfim quase 20 anos depois recebe novamente o campeão europeu.
Façamos deste jogo uma festa, divertamo-nos e esperemos que a prenda desta vez fique em casa.

Saudações Vitorianas
Spry

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