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72 horas alucinantes














O filme dos acontecimentos é demasiado rápido e a sucessão de fotografias de alguma forma ajudam a perceber os últimos 3 dias da vida do mais importante clube português a sul do Tejo.

Na passada Segunda feira, à chegada a Alvalade o rumor ganhava consistência: Pinto da Costa demitira Victor Fernandez e José Couceiro estava na calha para o F.C.Porto.
Confeso que não acreditei nem dei muita importancia a tal rumor, estava apenas ansioso por ver o Vitória jogar e ganhar.

Em Alvalade, mais uma vez contra o Vitória de Setúbal, estava programada festa. Desta feita a do espectador 1 Milhão.No Sporting já deviam ter aprendido que o Vitória não é o melhor adversário para fazerem festas. Seja para garantir um titulo nacional, seja para despedida do velho estádio, seja para a Taça de Portugal ou campeonato, o Vitória não alinha nas festas da lagartagem e não permite que os rivais de Lisboa brinquem com o Vitória.

Por isso, foi bonita afesta antes do jogo em Alvalade, mas no final, para não variar muito, só os adeptos sadinos se faziam ouvir com os gritos de Vitória!!! Vitória!!! Vitória!!!
Como José Couceiro reconheceu no final da partida, o Vitória esteve muito longe do que tem feito ao longo do campeonato. Certamente por mérito do Sporting, que possui um meio campo de superior qualidade e que sufocou durante quase todo o jogo a equipa do Vitória.
A verdade é que a organização defensiva do Vitória, apesar de tudo, não foi nuinca seriamente posta em causa pelos avançados leoninos e com maior ou menor dificuldade ao intervalo o resultado registava um nulo.
No segundo tempo a toada não se alterou, porém, quem tem um nº10 como o Jorginho, arrisca-se a ser feliz. O genial criativo brasileiro inventou, literalmente, um golão. A mais de 40 metros da baliza domina superiormente a bola com a ponta da bota e enche o pé, conseguindo, num pontapé fabuloso, obter um magistral chapéu que levou ao rubro os vitorianos em Alvalade. Confesso também, que no momento em que observei a dedicatória do golo a Couceiro, o rumor inicial ganhou consistência.

A verdade é que o Sporting sufocou, roçou o massacre mas só conseguiu chegar ao golo através de um auto golo do defesa vitoriano Auri, na sequência de um pontapé de canto.

No final, mais uma vez estragámos a festa ao Sporting em Alvalade, o que já vai sendo habitual, e os adeptos vitorianos ao mesmo tempo que comemoravam a obtenção de um ponto saboroso e feliz, procuravam confirmar as notícias cada vez mais insistentes da ida de Zé Couceiro para o F.C.Porto. Ao ouvi-lo no flash interview
após o jogo, apenas me recordei, que Couceiro tinha um discurso semelhante dois dias antes de ser anunciado como treinador principal do Vitória.

No dia seguinte a confirmação de José Couceiro como treinador do Porto e a reunião de Chumbita Nunes e Quinito, com os administradores da SAD portista Fernando Gomes e Adelino Caldeira deixavam antever novidades importantes na vida do Vitória.
De acordo com o que veio a público o Vitória terá feito um negócio histórico, ao vender o treinador, dando opção ao Porto sobre dois jogadores, Sandro e Paulo Ribeiro, pela quantia de um milhão de euros. Só Mourinho se transferiu por mais, e Couceiro até só tinha contrato até final da época.
Não tenho dúvidas que ao presidente do Vitória não restava outra alternativa que não libertar o treinador e tentar sacar o máximo da SAD portista. Tê-lo-à feito bem.

Confirmada a saída de Couceiro, impunha-se ao Vitória tomar uma decisão relativamente à chefia da equipa técnica. O Presidente Chumbita Nunes assumiu essa responsabilidade e lançou mãos ao trabalho.
Entendeu que o futuro treinador deveria ser um homem sério, competente, honesto, conhecedor da grandeza do Vitória, de preferência um ex-profissional do Vitória, e da confiança do Presidente sadino. Chumbita Nunes não teve dúvidas e escolheu José Rachão, um velho amigo dos tempos do Montijo, com uma carreira discreta, sólida e já com muitos anos, sobretudo nos escalões secundários.
A excelência das anteriores decisões do Presidente Chumbita em relação aos 2 ex-treinadores, dão-lhe, no meu entender, crédito suficiente para que confiemos nesta escolha pessoal, como a mais acertada para fazer conduzir a equipa aos objectivos a que se propôs no início da época.

E só precisa de ganhar 2 jogos para chegar ao Jamor, pois o sorteio dos quartos de final, ontem realizado, ditou a recepção do Vitória ao líder do campeonato Sporting de Braga.

Apoiemo-lo, pois desde esta manhã, José Rachão tem o privilégio de ser considerado, pela enorme e apaixonada massa adepta do Vitória, o melhor treinador do mundo.
Que tenhas sorte Zé, será a nossa felicidade!!!
Spry

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