Avançar para o conteúdo principal

" O Inferno " está de volta!




O Pavilhão Antoine Velge, registando uma afluência como há muito não se via, engalanou-se e quase encheu para receber o 2º classificado do campeonato ( ABC de Braga) e assistiu, seguramente, a um dos melhores jogos dos últimos anos em Setúbal.

Com o forte e decisivo apoio do público o Vitória entrou aguerrido e combativo, porém os comandados de Jorge Rito entraram fortíssimos e desde o início que comandaram o marcador.
Sentindo o calor das bancadas, os jogadores do Vitória empolgavam-se e não deixavam o ABC fugir e descolar no marcador. O ABC ainda conseguiu uma vantagem de 5-9, porém fruto da galvanização do público e dos jogadores a defesa do Vitória barrava as investidas contrárias com muito acerto e determinação. O guarda redes Hugo Laurentino internacional Sub-19, entrou nos minutos iniciais para substituir o infortunado Ricardo Correia, lesionado com alguma gravidade supôe-se, e arrancou uma monumental exibição que se revelou fundamental para o encurtar de distâncias que ao intervalo se fixava num 12-14, que deixava antever uma segunda parte de muita efervescência.

E se na primeira parte o apoio do público e o querer dos atletas foi notório, aquilo a que assistimos na segunda parte deixou-nos a todos com lágrimas de emoção, recordando noites e tardes inesquecíveis no velhinho Antoine Velge.
Luís Monteiro, o treinador do Vitória, cedo se apercebeu da importância do encontro e preparou-o com evidente cuidado e bastante estudo do adversário. Na segunda parte o ataque bracarense foi praticamente anulado pela defesa do Vitória e Francisco Bacalhau , Vladimir Bolotskikh e o capitão Pedro " russinho" Carvalho deixavam de pantanas Carlos Ferreira e a sua defesa.

A partir dos 17-17 o público acreditou, entusiasmou-se e a equipa correspondeu, disputando o jogo até final, proporcionando excelentes momentos de andebol e dando mostras de poder ombrear com qualquer um do campeonato. Até final a partida foi disputada taco a taco e não fora a incompetência, para não ir mais longe, dos árbitros no final da partida e o Vitória, na última posse de bola poderia ter almejado algo mais que o empate ( 24-24), que acaba por assentar bem às duas equipas que tudo fizeram para ganhar e para proporcionar um grande espectáculo às largas centenas que se deslocaram ao pavilhão do Vitória.

Foi um jogo à antiga, que teve de tudo, público entusiasta e participativo, que tem um papel fulcral nestes jogos, não só pelo estímulo e apoio que transmitem à equipa, como pela capacidade de intimidação a árbitros e adversários, excelentes momentos de andebol, sururu no campo e nas bancadas, polémica q.b., muita emoção e muito sentimento vitoriano.

Com este resultado a equipa do Vitória, termina a primeira volta, invicta no Antoine Velge, ocupando o 6º lugar com 8 pontos ( os mesmos que o Ginásio do Sul), a apenas 2 de distância do 5º, o Belenenses, cujo jogo com o Vitória aguarda decisão relativa ao protesto apresentado pela Direcção do Vitória.

A próxima jornada, a primeira da segunda volta é novamente disputada em Setúbal e assinala a recepção do Vitória ao campeão nacional F.C. Porto, no próximo Sábado, pelas 18h00.
Com um ambiente igual ao do último Sábado e de certeza que cá, ninguém passará.
Contribuamos todos, para ajudar a voltar a encher o Pavilhão do Vitória e termos o privilégio de poder ser realmente influentes na boa prestação de uma equipa do Vitória.
Eu acredito!!!

Aqui, aqui e aqui podem ser lidas outras análises a esta partida.

Saudações Vitorianas
Spry

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Para ti, Fábio

Independentemente das actualizações mais ou menos frequentes deste espaço de comunhão e exaltação vitoriana, a vida da mais carismática e acarinhada instituição setubalense não tem parado e as alegrias vão-se sucedendo com regularidade, apesar de algumas contrariedades e momentos menos bons. Quase 3 meses após as últimas eleições no Vitória Futebol Clube, a Direcção e SAD, numa iniciativa que se louva, retomaram o hábito da Direcção presidida por Jorge Goes, que a gerência de Chumbita Nunes esqueceu, e reuniram informalmente com os sócios do Clube no Fórum Luísa Tody, numa sessão de esclarecimento que contou com mais de 500 associados do Vitória. Nota muito positiva para a exposição feita por um funcionário recém contratado para a área financeira, que de uma forma clara, transparente e sucinta traçou o panorama das finanças do grupo Vitória, que infelizmente, tal como sabemos e ouvimos há já vários anos, continuam sem motivos para fazer sorrir os associados e dirigentes, apesar de ser ...

E lá vamos nós outra vez....

O Estádio do Bonfim, palco de tantas e tantas noites de glória verde e branca, viveu na passada Quinta - Feira, mais um episódio que perdurará por muitos e muitos anos na memória de todos os setubalenses e que será contado e transmitido, estou certo, a várias gerações futuras de vitorianos. O dia começou cinzentão e chuvoso em Setúbal. Durante largas horas e de forma copiosa, a chuva não parou de cair. Os céus abençoavam desta forma a cidade e o palco da segunda meia final da Taça, para aquele que muitos já consideram o jogo do ano. O cordão verde foi um sucesso, pleno de emoção e fervor vitoriano e constituiu sem sombra para qualquer dúvida o primeiro grande tónico e a primeira injecção suplementar de motivação para os jogadores de verde e branco trajados. Confesso que as páginas da História, que nos diziam que sempre que o Vitória vence a Taça de Portugal, a defende no ano seguinte no mesmo palco, me deram alguma tranquilidade para encarar com serenidade e muita confiança os dias que...

Vamos fazer a nossa parte!!!

Terminada a euforia da conquista do direito de defender a Taça, conquistada o ano passado no Estádio Nacional, no próximo dia 14 de Maio, a equipa profissional de futebol do Vitória, ciente, independentemente do orçamento, de ter cumprido a obrigação de se ter apurado para a final da Taça, não entrou em festejos desmedidos, arregaçou as mangas e preparou com entusiasmo e muito rigor, a recepção à aflita Naval 1º de Maio da Figueira da Foz, que gratas recordações nos costuma deixar. O resultado da seriedade e profissionalismo dos jogadores, dos novos métodos, estilo e concepção de jogo do treinador e da excelência do trabalho do preparador físico tiveram como consequência uma bela jornada de futebol vitoriano, ofensivo, alegre e rápido que teve como consequência 3-0 aos 20 minutos de jogo e um placard final de 4-1, meras 67 horas após a meia final de 120 minutos da passada Quinta-Feira. Os sócios voltaram a marcar presença em número razoável, mas ainda longe daquilo que há bem poucos an...