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Ao ouvir as notícias que dão nota da abertura de processos, não sei se disciplinares se sumaríssimos, aos árbitros responsáveis pelas derrotas do Vitória do Pimenta ( é mais dele, que de Guimarães) sinto uma imensa vontade de rir. Já passei a fase em que me revoltava, ficava irado e enraivecido com as injustiças e com a diferença de tratamento dos clubes em Portugal.
Mas decorridas seis ou sete jornadas e já vamos assim, não posso eu perguntar, então e o meu Vitória? Se houvesse justiça no futebol português e o tratamento fosse o mesmo, que agora parece ser dado ao VSC, metade dos árbitros do quadro nacional já teriam deixado de apitar. O ano passado a minha equipa, o meu clube foi deliberada e intencionalmente colocado na segunda divisão. Muitas lágrimas de raiva e de fúria derramei o ano passado. Nunca na minha vida futebolística me senti tão expoliado, tão injustiçado, tão amargurado com as fraudes a que assisti pelos campos de Portugal, como o ano passado.
Foi mau demais para ser verdade. Hoje rio-me, quando nos últimos dias, ouço falar em abrir processos disciplinares a este e àquele árbitro, quando ainda este fim de semana o Paulo Paraty, habitual acompanhante, nos jogos de folga, da equipa do FêCêPê, notoriamente prejudicou de forma quase irreversível o Vitória.

Há corrupção. Sim, infelizmente é verdade. É como em todo o lado, não queiramos fazer o futebol nem melhor nem pior do que os outros sectores. Admitamo-lo. Mas não tenhamos a ilusão de pensar que todas as asneiras dos árbitros em Portugal são fruto de actos de corrupção. Não, não são. feliz ou infelizmente ainda há, e sempre continuarão a existir árbitros incompetentes, incapazes. Os erros por incompetência são, também o admito e assim creio , a explicação para a grande maioria dos resultados adulterados. Mas, paralelamente a estes, também existem os "erros" reverenciais, os que se cometem por receio de desagradar a alguém; os " erros" engraxadores, os que se cometem para agradar a alguém; os " erros" vingadores, os que se cometem apenas para ter o gozo de ver aquela equipa perder; os " erros " caseiros, que são os cometidos pelos árbitro que apita a equipa da sua associação e a prejudica para que não digam que a beneficia ( dos erros entre aspas este é um dos mais comuns nos jogos do Vitória FC); e finalmente os "erros" encomendados, os que se cometem por dinheiro. E deste tipo de erros também há, não tanto como se apregoa por aí, mas existe. Desde os distritais ao escalão maior.
Mas curiosamente o Vitória, o ano passado creio que foi afectado por todos estes "erros" e mais um, que infelizmente para os Vitorianos, só existiu pela primeira vez o ano passado: " erros" que impeçam os clubes com estádios no Euro de descerem de divisão. Tivemos o azar de ter o Mata Cáceres, o Justo e Amândio de Carvalho a não quererem que Setúbal estivesse no Euro e quem pagou foi o Vitória.

As coisas são feitas às claras e quando o exemplo vem dos organismos que teoricamente deveriam impor as regras e a disciplina, nada há a fazer. De outro modo, como se entenderá que o ano passado um jogador do Vitória, de seu nome Raúl Chipenda, tenha sido punido com 3 jogos de suspensão, por alegadamente, ter agredido o Paulo Alves no túnel de acesso aos balneários no final da partida. O Chipenda disse que não agrediu, o Paulo Alves diz que não foi agredido, Vítor Oliveira não viu nada, mais ninguém viu coisa alguma a não ser o delegado da liga. Como constava no relatório, então é porque era verdade, puna-se. E curiosamente poucas jornadas depois, em pleno estádio da Luz, Feher durante o decorrer de um jogo contra a Académica dirige-se a um adversário, puxa o pescoço atrás e inflige uma bela cabeçada no oponente, à boa maneira dos filmes do Seagal e é punido com dois jogos de suspensão.
E depois eu ainda me admiro de ter descido de divisão. É bem feita. Já há muito que me disseram que o Pai Natal não existe.
Spry

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