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Portugal é o novo campeão mundial de Hockey em patins.
Fizeram o que lhes competia, era obrigação ganharem o torneio, jogavam em casa e se não ganhassem ficariam na história como os primeiros a deixarem fugir o título de campeão do mundo em terras lusas. Um título que tem, portanto, tanto de heróico, face à superioridade actual, no entender dos entendidos, do Hockey argentino e espanhol, como de normal. Só a normalidade e o facto de ninguém admitir outro resultado que não a vitória justifica a capa de hoje de um matutino desportivo da capital: uma foto do menino do Rio, qual Jesus Cristo ressuscitado, esse sim, na opinião dos editorialistas da Bola, autor de uma façanha heróica ao apontar o quarto golo na "dificílima" partida que o SLB teve ontem em Braga frente ao Moreirense.
Já me cansam estes jornais portugueses, esta lógica mercantilista, o deturpar de valores, de prioridades, a justificação do injustificável, a protecção dos mais fortes e a ausência de rigor jornalístico e informtivo de acordo com aquilo que são os reais feitos no desporto português.

Seriam crucificados, esses sim, os oquistas se não fossem campeões do mundo. Eu seria um dos que não admitia nem esperava outro resultado que não a vitória, mas agora que a conseguiram, é preciso dizer que não foi fácil, foi merecido e que foi em minha opinião o Mundial que mais sangue, suor e lágrimas custou à Selecção das Quinas.
Ao Vítor Hugo o meu agradecimento e a minha homenagem. Conseguiu como treinador fazer-me vibrar e encantar com os desígnios e os feitos da nossa Selecção. Já o havia conseguido como jogador, foi com ele que aprendi a gostar de Hockey e será sempre para mim a minha primeira referência no Hockey em patins mundial.
Obrigado Portugal, obrigado Vitor Hugo.
Bem hajam
Spry

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