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" O caso Saltillo" Parte IV

Finalmente a chegada ao México.
A comitiva aterrou em Monterrey, donde tomaram o autocarro que os levaria a Saltillo. Os cem quilómetros de viagem, tiveram como paisagem única os cactos e os cenários, bem reais, dos típicos filmes do farwest.
Em Saltillo esperava-os uma cidade pacata, cheia de rancheiros, cavaleiros e outras personagens saídas dos livros do Luke Luke. Ao fim de semana a cidade ganhava vida com os espectaculos de rodeo, que foram muito do agrado da comitiva da selecção Nacional logo poucos dias depois da chegada.
A chegada ao Hotel foi assim descrita, na altura, pelos jornalistas de A BOLA: Uma chegada como nos...filmes de western. Nove carros da polícia, em escolta permanente, durante um percurso de 100 quilometros, com homens armados de carabina e metralhadora- que levou até José Torres a desabafar: "Se isto é assim, antes do Mundial, como será depois de nos termos sagrado campeões do Mundo?!"
Alguns dias depois e antes de um dos rodeos, a comitiva foi testemunha de uma cena elucidativa do meio em que estava, a partir de agora, integrada a nossa selecção. Um grupo de cow-boys ajustava contas com a polícia e dava-lhes o maior enxerto de porrada a punhos nús que jamais haviam visto. A situação era normal, pois a multidão vibrava a cada puñetazo que os polícias comiam e vitoriava os cow-boys.

Nos primeiros dias o Hotel era um autêntico forte. Segurança máxima, portões fechados, muros altos cercando todo o Hotel, soldados armados até aos dentes com armas automáticas.
Os quartos dos jogadores cercavam a sumptuosa piscina do Hotel, bastante apetecível dados os 40º de média e a ausência de humidade.

Logo na manhã seguinte à da chegada, os Técnicos da selecção encaram uma triste realidade, o campo de treinos, ao contrário do prometido continuava exactamente da mesma forma como Torres o havia visto da 1ª vez, irregular, relva sem qualidade e... inclinado. Adivinhavam-se lesões e muitas contrariedades no treino naquele campo.

O Sr. Evaristo, lá ia sabiamente acondicionando o azeite e os 300 quilos de bacalhau e os responsáveis técnicos equacionando com que equipas profissionais prefeririam defrontar-se nos jogos de preparação.
Mal sabiam Torres e Monge da Silva que Portugal nunca chegaria a realizar um jogo que fosse com uma equipa profissional até entrar no campeonato do Mundo.
Spry

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