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E as coisas ontem não correram mesmo como ansiávamos. Acaba por ser assim, um pouquinho por todos os clubes do mundo, à excitante antecipação da vitória futura , muitas e muitas vezes segue-se a amargura da derrota. É no fundo aquilo que move e explica o amor por um clube, são estes consecutivos testes à nossa capacidade de superação, de crença e de fé num amanhã melhor, num futuro mais radioso e vitorioso do seu clube.

Longe de ter sido um dia perfeito, não foi inteiramente mau. O Futebol, mola real e força motora da massa associativa vitoriana, foi como eu previa emotivo. O Vitória ganhou com um golo no último minuto, marcado pelo jogador que mais nervos causou aos adeptos durante os 90 minutos: Albert Meyong- internacional camaronês, de 22 anos, campeão olímpico em Sidney, jogador dotado de uma técnica notável, pés maravilha que fazem estragos no um para um. Tal como nas duas últimas partidas Meyong consecutivamente falhava bolas na cara do golo, isolado para a baliza insistia em acertar no guarda redes após remates sem convicção. Mas os deuses do futebol tinham-lhe concedido, uma vez mais a consagração, a magia e o encanto que tem marcar o golo decisivo em cima da hora( jamais será esquecido em Setúbal o golo, que este camaronês marcou a 11 segundos do final da dramática partida que ditou a subida do Vitória à I Liga há 3 anos contra a Naval 1º de Maio, do Sr. Aprígio Santos- personagem característica do futebol português, Presidente de uma colectividade vista com simpatia pela exigente sociedade figueirense, este indíviduo bonacheirão, barrigudo, de bigode farto, afável, conversador, é, creio, personagem típica do futebol português. Nestas coisas já se sabe... Futebol português é ... é isso mesmo... é Futebol, mas também é putaria, copos, budeiras, muito Viagra ( disse-me um médico meu amigo, que nos finais de Julho último deu entrada, um Presidente de uma instituição clubística da I Liga, num Hospital nortenho por ter tomado 7 comprimidos azuis) Cuidado xô Presidente!!!!!

Mas creio que já me estou novamente a dispersar, eu estava a falar-vos do jogo e da alegria que foi ganhar no último minuto uma vez mais, já não foi a primeira vez esta época e não vai, seguramente ser a última.
Como calcularão foi uma alegria imensa e o golo foi comemorado de forma efusiva. Junto às redes, abraçado a um velhote e aos pulos de alegria.
Sou um fanático, eu sei.

Depois da euforia, com o golo ainda quentinho entrei no Antoine Velge com a moral em alta e com a certeza que ia ver o Vitória ganhar ao Ginásio do Sul. Saí de lá com os nervos em franja, com a moral a meia haste e com o aceitar do facto, de que todas as equipas têm direito a um dia não. Esta noite foi a da equipa de andebol que perdeu frente a um adversário notoriamente inferior, mas que soube aproveitar bem as facilidades e a desconcentração da defesa sadina e beneficiar da ineficácia ofensiva e falha de pontaria dos atletas vitorianos. Vitória justa do Ginásio do Sul.
Despedi-me com um Quarta-feira há mais.
E é assim um dia agitado no Vitória, que ficaria incompleto, se eu não referisse aqui que no Futsal perdemos por 6-2 contra o Belenenses, num jogo que foi uma boa propaganda para a modalidade, onde o Belenenses venceu com justiça.

A melhor receita para o after das derrotas é ouvir o chico da Cana a cantar o Rio Azul, seguido do Hino do Vitória, interpretado por qualquer um, menos pelo Toy que até a letra do hino original adulterou.
Spry

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