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Soube a pouco...

Soube mesmo a muito pouco o empate conseguido esta noite pelo Vitória nos Açores frente ao Sta Clara.
2-2 Foi o resultado de um jogo que o Vitória dominou, controlou e desperdiçou.

Carlos Carvalhal sentiu os sinais que lhe chegavam e mudou. Trocou Ricardo Pessoa por Orestes ( não justificou a oportunidade Orestes), Zé Pedro por Manuel do Carmo, João de Deus por Rui André e Costa por Puma.
E, quer tenha sido efeito das mudanças efectuadas no onze, quer tenha sido pelo facto de o mês de Julho ter sido regularizado o que é certo é que a atitude foi outra.
Houve vontade, querer, garra, determinação e também muito azar à mistura.
O Vitória entrou no jogo para ganhar, pressionando o adversário à saída da grande área não dando tempo ao Sta Clara para pensar. Aos dois minutos Meyong inaugurou o marcador. Um golo do outro mundo. De fora da área, descaído ligeiramente para a esquerda, desferiu um remate com a parte inferior da bota direita levando a bola a formar um arco e a anichar-se nas malhas junto ao ângulo superior esquerdo da baliza de Jorge Silva que ficou pregado à relva a observar o maravilhoso remate e delicioso arco descrito pela bola.

Uns minutos depois o Sta Clara numa bela jogada de futebol corrido chega ao empate. Centro da direita de Portela para as costas da defesa setubalense e Tiago Martins com uma entrada fulgurante de cabeça punha os insulares e o estreante e exuberante Filipe Moreira em delírio.

O Vitória continuava a mandar no jogo, foi durante toda a primeira parte a equipa mais esclarecida, mais objectiva e a única com capacidade para se abeirar da área contrária com perigo. Foi com naturalidade que à meia hora de jogo depois de uma excelente desmarcação de cabeça de Meyong a isolar Jorginho que veloz que nem uma seta, na cara de Jorge Silva meteu-lhe a bola por baixo e fazia o 2-1 para o Vitória. Antes do intervalo Sandro viria a atirar a bola à barra depois de uma bela jogada do flanco esquerdo do Vitória.

A segunda parte começou como acabara a primeira, com o Vitória no ataque. Dez minutos iniciais demolidores nos quais o Vitória podia e devia ter acabado com o jogo. Meyong, Jorginho e Manuel do Carmo desperdiçaram sucessivas oportunidades na cara do golo e deixavam já adivinhar o que se seguiria: Quem não mata morre! E seria isso que viria a acontecer. Com o Vitória a não conseguir marcar o Sta Clara decidiu ser mais acutilante, com a entrada de Ceará e Figueiredo o ataque açoreano mexeu mais. Mas o máximo que conseguiu foi repartir o jogo, pois bola cá bola lá e o perigo andava sempre mais perto de Jorge Silva.
Só que em mais uma bela jogada do ataque do Sta Clara, Portela ( de coração vitoriano e setubalense) centrou para a pequena área onde novamente Tiago Martins, apanhando a defensiva setubalense no contra pé fazia o 2-2 final.

A segundos do final dos descontos os açoreanos reclamaram um golo anulado e bem por pé alto do jogador do Sta Clara.

Quanto ao Vitória, pelo que fizeram em campo, pelo que lutaram e pela atitude demonstrada merecem o meu aplauso. Pela incapacidade de materializar em mais golos a inequívoca superioridade demonstrada os meus desejos de mais aplicação nessa matéria.

Jogámos para ganhar e não perdemos, já foi um passo em frente relativamente às últimas saídas do Vitória. Ainda não foi desta que ganhámos fora, mas o caminho foi encontrado. Será na Vila das Aves, depois do Maia na semana que vem, que nos estrearemos a vencer fora? Tenho a certeza que sim.

Viva o Vitória
Spry

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