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Falar em homenagem é querer
Traduzir o desejo de louvar...
Por isso te louvamos a pensar
Que é bem triste deixarmos de te ver...

Ao desporto quiseste dispensar,
Nas horas de ansiedade e de fervor,
Imenso sacrifício, sem cessar...
Batalhaste, nos campos, com ardor,
A sentires o desejo de ganhar,
Lutando a defender a mesma cor.

Vai custar-te ao deixares teus companheiros...
Aqueles com quem tu num só querer
Lutaram nobremente p'ra vencer:
Eles e tu- vós fostes bons obreiros-
Rompendo, p'rá vitória, sem temer,
Inflingindo derrotas aos primeiros,
Orgulhando o teu clube - podes crer...-

Retiraste-te p'ra sempre abandonando
Entre o desporto a massa que vibrava
Nas tardes em que tu, como sonhando,
Davas tudo por tudo em luta brava...
Agora que te vais, muitos pensando
Sentirão tua falta recordando!...
"C."

Poema, que assinalou a despedida de Aníbal Rendas, em 1949, depois de 17 anos ao serviço do Vitória, 14 dos quais como atleta.
Falecido recentemente o Treinador de Bancada não quis deixar de lembrar a homenagem.
Spry

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